quinta-feira, 2 de julho de 2009

Rostos

Vi hoje rostos-de gente...
Gente que conhece o vazio
Mudos como portas
Acometerem desvarios

Analisados em público
Com olhos suplicantes
Postados no púlpito
Sob olhares flamantes

Ali foram em busca do ligeiro milagre
Que os salvasse em um instante
Que abrisse o lacre.
Da alma amante

De longe e de perto
O divino Ser os olha com amor
Mas, é mais que certo.
Que lhes cobrará o labor

Portanto amigo nem pense um instante
Arruma tua mente
E vais ser viajante
Na gratidão eterna do divino Amante!



Luiz Antonio.

Feira de Santana, abril de 2005.

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